quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Conheceis o feminismo e o feminismo vos libertará!

Sim, é uma alusão a passagem bíblica!

Embora eu seja uma Agnóstica/Atéia/Cética/talvez, quem sabe, vai saber Deus exista, e eu não tenha nenhuma relação positiva com a religião, confesso que essa é uma frase que acho muito válida e por ela vou começar esse cantinho, falando da verdade:

"Conheceis a verdade e a verdade vos libertará"

Não a verdade religiosa, aquela que é uma verdade não tão verdadeira, já que muitos não a veem assim - digo a verdade mesmo, aquela irrefutável, que são fatos: como cortar um dedo - a verdade é que ele vai sangrar...

Mas nem tudo na vida é assim, com verdades tão claras e simples.  A maioria das verdades são pessoais, variam de pessoa para pessoa, de contexto para contexto - então eu as chamo de MINHAS VERDADES.

Qual é a Minha Verdade? Provavelmente diferente da Sua Verdade... Para mim, o ser humano precisa encontrar a Sua Verdade e não a dos outros, não a que a sociedade espera dele, não o que a religião espera dele, não o que a família espera dele...  e sim, o que cada um quer e espera de si mesmo.

Ficaria melhor então: Conheceis a Vossa Verdade e a Vossa Verdade, vos libertará!

E esse lugar será isso, a busca pela Minha Verdade, você pode concluir que ela é igual a sua em alguns pontos em outros não, mas é a Minha Verdade e ela já me libertou e continua me libertando a cada dia...

Pago um preço por essa Liberdade, o preço de ousar, de questionar, de ser diferente - mas essa é minha Liberdade, é o lado agridoce de viver a Minha Verdade!
(...)

Eu era uma garotinha inteligente, questionadora, que passou toda sua infância enjaulada em um contexto familiar machista e opressivo...

- Você não pode fazer isso!
- Mas porque não?
- Porque você é menina!

Tantos e tantos questionamentos sufocados...

Presos no íntimo do meu ser...

E um dia - o momento mais lindo da minha vida - essa garotinha viu que era possível ser Livre! E encontrou respostas, encontrou iguais, que gritavam o mesmo coro, que relatavam a mesma dor, que viam  o que quase ninguém via, que se revoltavam com o que todos achavam "normal"

E essa garotinha conheceu o FEMINISMO.... e ele me libertou!